Academias de ginástica na mira do Ministério Público
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Academias de ginástica na mira do Ministério Público

 

As academias de ginástica de Cuiabá estão na mira do Ministério Público Estadual (MPE). Sete delas estão sendo alvo de um inquérito civil público que investiga a falta de acessibilidade em suas dependências.

O inquérito é fruto de uma relatório da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), nos anos de 2006 e 2007.

Na época, as academias Vida Ativa, AABB, Megulho Fitness, Corpus, Reginástica, Gisa e Golfinho Azul, foram constatadas com diversas irregularidades. Em seguida, as administrações apresentaram os documentos de funcionamento e se comprometeram a realizar as adequações necessárias conforme prevê o art.227 da Constituição Federal, que diz que o Estado deve promover ações especializadas para o atendimento de pessoas com deficiência visando o trabalho e convívio social.

Acontece que desde então a FPI não realizou uma nova fiscalização para saber se as adequações foram de fato feitas ou não e se estão dentro da norma de acessibilidade. O inquérito foi instaurado pela promotora Salete Maria Búfalo Poderoso no dia 21 de janeiro.

Há pelo menos quatro meses administrando a Academia Ativa, no bairro CPA II, Renan da Silva Queiroz, contou à reportagem que o local passou por uma reestruturação em questões de acessibilidade. “Quando comprei a academia, fui informado que houve uma fiscalização e na oportunidade foi construído uma rampa, com corrimãos e adequações no banheiro”, disse.

Segundo ele, atualmente na academia não há nenhum aluno com deficiência, mas afirma que o local está preparado para recebê-los. “Temos profissionais que estão aptos para trabalhar com essas pessoas”, disse. Já na academia Corpus, que também é alvo do inquérito, foi informado de que a estrutura passou por uma reforma visando atender as normas de acessibilidade, mas que não trabalha com atividades voltadas aos deficientes, uma vez que não possui equipe especializada.

A presidente da Associação Mato-grossense dos Deficientes (Amde), Mariley Auxiliadora de Jesus, afirma que muitas academias do Estado não estão preparadas para receber alunos com necessidades especiais, seja ela qual for. “Se já é difícil encontrar acessibilidade no dia a dia, imagina em uma academia”, argumenta.

Segundo ela, a associação dá o incentivo para que o deficiente leve uma vida normal, mas que a grande maioria dos locais na cidade, isso inclui as academias, não estão preparados para os acolher. “Devido a isso, muitos procuram atividades na água, como a hidroginástica, que não precisa de equipamentos mais adaptados para determinadas deficiências por exemplo”, conta.

Carlos Alberto Eilert, presidente do Conselho Regional de Educação Física, explica que os profissionais da área são instruídos ainda na graduação em bacharelado a trabalhar com deficientes. Porém, reconhece que há uma carência de aparelhos nas academias que não são adaptados para os mesmos. Os que acompanham alunos deficientes, assim como dos demais profissionais da área, precisam estar registrados no conselho, que está trabalhando na fiscalização dos instrutores.

Fonte: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=446347

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