É preciso encontrar respostas para o fitness urgente!
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É preciso encontrar respostas para o fitness urgente!

 

Hoje no Brasil 7 milhões de pessoas realizam atividades físicas regularmente de acordo com o relatório global da IHRSA (2014), o país  responde  pelo segundo lugar no mundo em números de centros fitness, fincando atrás dos EUA,  o 4º no mundo em número de praticantes, somos o líder da América Latina no setor em movimentação de receita, registrando cerca de 2,4 bilhões de dólares. Os relatórios do SEBRAE (2012) demonstram que, entre 2007 e 2012, houve só no Brasil um crescimento de 133% no número de micro e pequenas empresas que investiram no setor, saltando de 9,3 mil estabelecidas naquele ano para 21,7 mil empresas.

O modelo de academias de ginástica tradicional conhecido nos dias atuais surgiu no Brasil por volta da década de 40, Furtado (2009) e claro, desta época para cá, muita coisa mudou e vem se concretizando a favor da Educação Física e do setor fitness. Mas, ainda existem perguntas que não consigo achar resposta. Por que, um setor com praticamente 90% de clientes em potencial “anda” a passos lentos para angariar esse público?  Por que grande parte dos profissionais recebe má remuneração? São muitos porquês para serem solucionados!

Bom, um dos motivos é a formação do profissional dentre outros listados abaixo segundo uma pesquisa empírica  que fiz com as academias que trabalho como consultor e pessoas ligadas ao setor. Gestores de centros fitness e profissionais de destaque. Essa seleção, talvez explique 90% de clientes fora das academias! A maioria esmagadora relata que há uma carência de bons profissionais. Tanto se tratando de formação técnica como ética …  Isso,  pode ser resolvido de várias maneiras, mas dentre elas destacamos algumas estratégicas:

  • Por que não chamamos as Universidades e dizemos como é o profissional que queremos nos próximos X anos?
  • – Se os profissionais estão chegando ruins, melhore seu programa de estágio para ter bons profissionais em um futuro próximo e eliminar aqueles que não satisfazem sua empresa. Mas, antes disso! Você na sua empresa têm um programa de estágio ou é “mão de obra barata” ? Pense nisto!!!
  • Se você visualizou uma “pedra bruta”, no sentido de talento profissional que contratou, treine-o e muito !
  • Invista em conhecimento nos seus profissionais, costumo falar que nem só de tecnologia palpável uma academia vive (estou falando de aparelhagem moderna) o fator humano é essencial! Senão o mais importante! Farias (2012) já destacava isso. “a ideia na qual rentabilidade é baseada na tríade: EMPRESAS DE QUALIDADE geram RESULTADOS DE QUALIDADE com PESSOAS DE QUALIDADE. Com isso, buscar excelência nos serviços é adotar estratégias que a façam competitiva e lucrativa diante dos desafios correntes a partir das pessoas”. Reforçando isto, Tsang, Csillang e Lima (2012), concluem seu estudo em relação à qualidade percebida, que os clientes são mais tolerantes quanto à baixa expectativa em relação às questões tangíveis, aparelhos etc. E, altamente intolerante com relação às questões ligadas a fatores humanos. Os autores salientam que os gestores deveriam investir mais em tecnologias ligas ao conhecimento de relacionamento com cliente e não em tecnologia de equipamentos de ginástica. E muitas vezes nas consultorias observo o contrário. Não que investir em aparelhos não seja importante. É! Mas, não é só isso que faz a diferença. Isso, todos podem fazer.
  • Outro fator não menos importante é o financeiro. Ferreira, Farias e Amorim (2013; 2014) comprovaram que a renda média do profissional de Educação Física na região atendida pelo CREF1-RJ é entorno de R$ 3 mil reais e não possuem benefícios como vale transporte e outros. E o agrupamento destes fatores sugere, segundo a pesquisa de Ferreira, Farias, Amorim e Coutinho (2015) um fator motivacional para a evasão destes profissionais da profissão. No período estudado desta pesquisa, 2009  até 2013, haviam  056 cancelamentos para atuar em outra profissão e 73 cancelamentos por aprovação em concurso público fora da área da Educação Física. Números oficiais de pedidos de cancelamento de registro.

Bem, se temos falta de bons profissionais e o que estão com os senhores, supostamente são bons. Caso contrário, acredito que não estariam atuando em suas empresas. Correto? Afinal, quem vai por um mau profissional em um negócio onde teve que investir uma boa dose de recursos financeiros? Então, Por que não remunerar melhor esse profissional? Plano de carreira, participação colaborativa, percentual em cima de vendas e retenção…  Acredito que temos mais algumas possíveis soluções.

7 décadas depois do registro de academias no Brasil como conhecemos hoje, ainda há praticamente  90% de novos clientes em potencial no Brasil para o setor fitness. Mídias espontâneas nos veículos de comunicação diariamente alertam sobre os benefícios da atividade física no combate a doenças, melhora da qualidade de vida etc. De novo recorrendo à pesquisa empírica e não cientifica que faço com meus clientes de consultoria e os autores aqui apresentados, posso concluir que no setor há muitas respostas que devemos buscar para chegarmos a uma equação mais equilibrada no sentido de atração dos clientes. E chegar na solução para as perguntas a seguir é indispensável!

Falta conhecimento de áreas como administração, marketing etc para os profissionais e assim atrair as pessoas desassistidas? Falta informação ou interesse do setor? Dos dirigentes, gestores e profissionais ou conjunto dos 3? Falta buscar práticas de outras indústrias e adapta-las ao fitness, gerando inovação em processos e serviços?

Temos muito que pensar… E de forma rápida! Pois acredito que em conjunto com as soluções acima apresentadas iremos nos aproximar de um número mais razoável de clientes nos centros fitness através de um posicionamento mais empresarial.

 

Referências:

 

FARIAS, E. . 2012: O ANO DA EMPRESABILIDADE. Revista empresário Fitness, 2012  Disponível em: http://www.edvaldodefarias.com/empresabilidade2012.pdf Acesso em: 07 Jun. 2016

Farias, E; FERREIRA, R. F. ; AMORIM, I. . Posicionamento mercadológico dos profissionais de Educação Física atuantes na jurisdição do Conselho Regional de Educação Física da 1º Região. In: 29º Congresso internacional de Educação Física- FIEP, 2014, Foz do Iguaçú. Revista FIEP. Foz do Iguaçú, 2014. v. 84

FERREIRA, R. F. ; AMORIM, I. ; FARIAS, E. . O Mercado de Trabalho no Segmento Fitness: uma análise crítica. The FIEP Bulletin, v. 83, p. 032-033, 2013

FERREIRA, R. F. ; AMORIM, I. ; LIMA, K C; FARIAS, E. . Motivos que levam os profissionais de Educação Física a abandonarem suas carreiras na região do CREF1-RJ. The FIEP Bulletin, v. 85, p. 169, 2015.

FURTADO, Roberto Pereira. DO FITNESS AO WELLNESS: OS TRÊS ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO DAS ACADEMIAS DE GINÁSTICA. Pensar a Prática, [S.l.], v. 12, n. 1, mar. 2009. ISSN 1980-6183. Disponível em: <http://www.revistas.ufg.br/index.php/fef/article/view/4862/4516>. Acesso em: 07 Jul. 2015. doi:10.5216/rpp.v12i1.4862.

SEBRAE, Idéias de Negócio – Academia de ginástica. 2010.

 

Rafael Fernandes

Mestrando em Administração Estratégica

Especialista em gestão de empresas de fitness e wellness

Especialista em Administração e Marketing esportivo.

Chefe de Esporte e lazer SESI- Unidade Santa Cruz

Coordenador academia Bodytown

Colunista dos sites: oportunidadefitness.com e gestaofitness.com.br

Pesquisador na área de gestão no fitness

Palestrante e consultor de academias

Professor de Educação Física (CREF 027635)

Currículo Lattes:  http://lattes.cnpq.br/9268675559198932

Tel:(21) 981760350

 

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Thais Almeida é diretora e curadora de conteúdo deste portal.

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